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Logística dedicada no B2B: quando contratar e como calcular o ROI

  • Foto do escritor: Strata Hub
    Strata Hub
  • 23 de set. de 2025
  • 4 min de leitura

Em operações B2B, prazos, integridade da carga e previsibilidade pesam tanto quanto o preço. Quando janelas são rígidas, a mercadoria é sensível e a variabilidade do fracionado começa a gerar multas, avarias e reentregas, a logística dedicada torna‑se uma alternativa estratégica. A Segura Logistics, fundada em 1999, opera soluções dedicadas com foco em cargas e equipamentos sensíveis, combinando SLA sob medida, rastreabilidade em tempo real e governança com ISO 9001, ISO 14001 e SASSMAQ. Neste guia, você vai entender quando migrar para o dedicado, como comparar com o fracionado e como calcular o ROI de forma objetiva.


Motorista de transporte dedicado sorridente usando celular em frente a caminhões de carga
Na logística dedicada B2B, o motorista e o veículo trabalham de forma exclusiva para cada operação, garantindo previsibilidade e segurança.

O que é logística dedicada — e em que difere do fracionado

Logística dedicada é a alocação exclusiva de recursos (veículo, motorista, processos e agenda) para um único cliente ou rota. Em vez de compartilhar capacidade e fazer múltiplas coletas/transbordos, a operação segue um fluxo direto, com menor número de toques na carga, maior controle do lead time e previsibilidade do atendimento. O fracionado, por sua vez, otimiza ocupação e tarifa unitária, mas introduz variabilidade: mais paradas, maior exposição a atrasos de terceiros e maior probabilidade de avarias em itens delicados.


Quando contratar: sinais práticos de que o dedicado faz sentido

  • Suas entregas possuem janelas de chegada com tolerância limitada (condomínios, hospitais, plantas industriais).

  • Há histórico de avarias, reentregas e ‘no‑show’ impactando custo total e satisfação do cliente.

  • A carga é sensível (eletrônicos, instrumentos de precisão, equipamentos médico‑hospitalares) e exige manuseio e ancoragem específicos.

  • Rotas passam por áreas com maior risco, exigindo GRIS, monitoramento ativo e, em casos específicos, escolta.

  • Picos sazonais e lançamentos pedem garantia de capacidade e pontualidade, sem competição com outras coletas.


Dedicado vs. fracionado: um comparativo objetivo

Critério

Dedicado

Fracionado

Controle de rota/tempo

Alto (rota direta, agenda exclusiva)

Médio/baixo (coletas múltiplas, cross)

Risco/avaria

Menor (menos toques/manuseio)

Maior (transbordos, consolidação)

SLA/janelas

Rígido e customizado por conta/CEP

Mais flexível, dependente de consolidação

Custo unitário

Maior por km/rota

Menor por compartilhamento

ROI

Vem da redução de perdas, multas e variabilidade

Vem da tarifa mais baixa no curto prazo

Como calcular o ROI da logística dedicada

O ROI deve comparar o TCO do cenário atual (tarifas + custos ocultos) com o custo da operação dedicada menos as economias projetadas.


Fórmula prática

ROI (%) = (Economias + Ganhos – Custo Operação Dedicada) / Custo Operação Dedicada × 100


O que entra em ‘Economias’ e ‘Ganhos’

  • Multas e taxas evitadas por janelas e agendamentos cumpridos.

  • Avarias e retrabalhos reduzidos (menos toques, melhor ancoragem/embalagem).

  • Reentregas e no‑show mitigados por roteirização direta e confirmação prévia.

  • Ganhos indiretos: elevação do OTIF, estabilidade de produção/implantação e satisfação do cliente final.


Exemplo numérico (didático)

Cenário atual (fracionado): R$ 180 mil/mês em frete, mais R$ 30 mil em multas/reentregas e R$ 18 mil em avarias = R$ 228 mil. Proposta dedicada: R$ 210 mil/mês, com reduções projetadas de R$ 35 mil (multas/reentregas) e R$ 12 mil (avarias). Custo efetivo do dedicado após economias: R$ 210 mil – R$ 47 mil = R$ 163 mil. Economia líquida: R$ 228 mil – R$ 163 mil = R$ 65 mil/mês. ROI aproximado: 65 / 163 ≈ 39,9% ao mês.


SLA, KPIs e governança

Defina SLAs por faixa de CEP, com janelas e tolerâncias, e acompanhe indicadores que traduzem confiabilidade e risco. Recomendamos monitorar:

  • OTIF (On Time In Full) — percentual de entregas completas no prazo.

  • Lead time médio por rota/área — D0, D1 etc.

  • Ocorrências por 10 mil entregas — extravio, avaria, devolução.

  • Tempo de portaria/credenciamento — gargalo comum em polos corporativos.

  • Reentregas e ‘no‑show’ — alvos de redução com o dedicado.

Conecte KPIs a ritos de gestão e auditorias. A disciplina de processo é fortalecida por certificações como ISO 9001 (qualidade), ISO 14001 (ambiental) e SASSMAQ (saúde, segurança, meio ambiente e qualidade).


Checklist de contratação para operação dedicada

  • Escopo detalhado (rotas, janelas, volumes, sazonalidade).

  • Veículos e recursos (tipo, amarração, climatização quando necessário).

  • Gestão de riscos (GRIS, seguros, monitoramento ativo e plano de contingência).

  • Rastreabilidade em tempo real, com ETA e alertas de rota/parada.

  • SLA/KPIs definidos e revisados mensalmente (governança).

  • Compliance (ISO 9001/14001 e SASSMAQ) e evidências documentais.


Erros comuns — e como evitar

  • Migrar sem mapear janelas e portarias específicas de clientes.

  • Subestimar credenciamento e tempo de doca, gerando fila e multa.

  • Escolher só por tarifa/km, ignorando TCO e custo da variabilidade.

  • Não padronizar embalagem/ancoragem para itens sensíveis.


Mini cenário aplicado: equipamentos sensíveis

Uma empresa de tecnologia entrega instrumentos de precisão em hospitais e universidades. Com coleta diária às 16h e janela de entrega 8h–12h, o fracionado vinha gerando reentregas e avarias. Com dedicado, foi padronizada a embalagem, a ancoragem e o pré‑alerta de portaria, além de rastreio em tempo real. O resultado: queda de avarias e aumento do OTIF, com impacto direto na satisfação do cliente final.


FAQ

Logística dedicada é sempre mais cara?

Nem sempre. Embora o custo por km/rota possa parecer maior, o ROI vem da redução de multas, avarias e reentregas, além de ganhos em OTIF e estabilidade.

Como calcular o payback da migração?

Divida o investimento/ajuste de custo mensal pela economia líquida projetada. Se a economia mensal é de R$ 65 mil, o payback ocorre em poucos meses.

Quais KPIs priorizar no acompanhamento?

OTIF, lead time por área, ocorrências por 10 mil entregas, tempo de portaria e taxa de reentrega/no‑show.

Que certificações agregam segurança?

ISO 9001, ISO 14001 e SASSMAQ reforçam padronização, responsabilidade ambiental e gestão de riscos em toda a cadeia.

Próximo passo: se você quer entender o ROI potencial do dedicado na sua operação, solicite um diagnóstico consultivo com a Segura Logistics.

 
 
 

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